Psicoterapia para adolescentes: um espaço para compreender emoções, relações e desafios dessa fase da vida.
A adolescência envolve mudanças, escolhas, descobertas, cobranças e emoções que nem sempre são fáceis de organizar ou colocar em palavras.
Na psicoterapia para adolescentes, ofereço um espaço de escuta em que sentimentos, pensamentos, relações e dificuldades podem ser compreendidos sem julgamento, respeitando a individualidade e o momento de cada adolescente.
Nem tudo é “coisa da idade”. E nem toda dificuldade significa um problema psicológico.
A adolescência é uma fase em que muita coisa acontece ao mesmo tempo: mudanças no corpo, na forma de pensar, nas relações, na autonomia, nos interesses e na maneira de se perceber no mundo.
É natural que existam conflitos, oscilações de humor, dúvidas, necessidade de maior independência e momentos de insegurança.
Mas quando determinadas dificuldades se tornam persistentes, provocam sofrimento ou começam a interferir na escola, nas relações, na autoestima, no sono ou na rotina, pode ser importante olhar com mais cuidado.
Meu trabalho não parte da ideia de que todo comportamento adolescente precisa ser corrigido. Procuro compreender o que aquele comportamento representa, qual função ele pode estar cumprindo e como o adolescente está vivendo aquele momento.
Alguns sinais podem mostrar que o adolescente está precisando de mais apoio.
Um comportamento isolado não define um diagnóstico. É importante considerar intensidade, frequência, duração, contexto e o impacto das dificuldades na vida do adolescente.
Preocupação excessiva e medo
Pensamentos difíceis de desligar, tensão, medo de errar, antecipação de problemas ou preocupação constante com desempenho e futuro.
Tristeza ou perda de interesse
Desânimo persistente, isolamento, choro frequente ou redução importante do interesse por atividades que antes faziam sentido.
Insegurança e autocrítica
Comparações, sensação de inadequação, dificuldade de reconhecer qualidades ou cobrança excessiva consigo mesmo.
Pressão e dificuldades acadêmicas
Queda importante no rendimento, dificuldade de concentração, medo de avaliações, procrastinação ou sofrimento associado à rotina escolar.
Conflitos e sensação de não pertencimento
Dificuldades com amizades, exclusão, conflitos, medo de rejeição ou sensação persistente de estar deslocado.
Conflitos frequentes em casa
Dificuldades de comunicação, brigas recorrentes, sensação de não ser compreendido ou tensão intensa nas relações familiares.
Dúvidas sobre si mesmo
Questionamentos sobre identidade, valores, escolhas, futuro e sobre como se posicionar diante das expectativas externas.
Mudanças no sono ou funcionamento diário
Dificuldades persistentes para dormir, alterações importantes na rotina, desorganização ou perda de energia para atividades cotidianas.
Quando algo simplesmente parece diferente
Nem sempre existe um sintoma específico. A percepção de uma mudança importante e persistente também pode justificar uma primeira conversa.
O objetivo da avaliação é justamente diferenciar características próprias do desenvolvimento de dificuldades que estão causando impacto significativo na vida do adolescente.
O adolescente precisa participar do próprio processo.
Terapia não funciona como uma investigação, interrogatório ou espaço criado apenas para corrigir comportamentos.
Ter voz
Procuro entender como o próprio adolescente percebe aquilo que está acontecendo, e não apenas a preocupação dos adultos ao redor.
Construir confiança
O vínculo terapêutico é construído aos poucos. Não é necessário chegar à primeira sessão disposto a falar sobre tudo.
Compreender sem julgamento
O objetivo não é definir quem está certo ou errado, mas compreender emoções, pensamentos, comportamentos e consequências.
Desenvolver autonomia
Ao longo do processo, o adolescente pode desenvolver mais recursos para lidar com escolhas, relações, emoções e dificuldades do cotidiano.
Um processo que considera o adolescente e também seu contexto.
Quando o adolescente é menor de idade, o início do acompanhamento também envolve os responsáveis, preservando ao mesmo tempo um espaço terapêutico próprio para o adolescente.
Primeiro contato
O contato inicial pode ser feito pelo responsável para explicar brevemente a situação e receber informações sobre o atendimento.
Compreensão inicial
Busco compreender o motivo da procura, o contexto familiar, escolar, social e acontecimentos importantes para aquele momento.
Sessões com o adolescente
Construímos gradualmente um espaço próprio para conversar sobre aquilo que está vivendo, seus objetivos e suas dificuldades.
Participação dos responsáveis
Quando necessário, realizo encontros com os responsáveis para acompanhamento, orientação e apoio ao processo terapêutico.
Participar do processo não significa controlar cada sessão.
A participação dos responsáveis pode ser importante para compreender história, rotina, mudanças percebidas e aspectos do contexto familiar.
Ao mesmo tempo, o adolescente precisa sentir que existe um espaço terapêutico em que possa falar com confiança e desenvolver autonomia.
Por isso, procuro equilibrar a participação dos responsáveis com a preservação do vínculo terapêutico e da intimidade do adolescente.
Terapia precisa ser um espaço em que seja possível confiar.
O atendimento psicológico é orientado pelo sigilo profissional.
Isso significa que o conteúdo das sessões não é automaticamente repassado aos responsáveis.
Quando existe necessidade de envolver os responsáveis ou comunicar informações importantes para proteção e cuidado, procuro conduzir isso de forma clara, ética e respeitosa.
Psicoterapia para adolescentes realizada online.
Realizo o atendimento por videochamada, sempre avaliando as condições para que o adolescente possa participar com privacidade e tranquilidade.
Privacidade
É importante que o adolescente tenha um ambiente onde possa conversar sem outras pessoas ouvindo ou interrompendo.
Conexão adequada
Internet estável, câmera e microfone ajudam a preservar a qualidade do encontro.
Um horário reservado
A sessão precisa ser tratada como um compromisso próprio, com tempo e disponibilidade para participar.
Participação ativa
O processo é construído junto com o adolescente e não apenas decidido pelos adultos.
Terapia Cognitivo-Comportamental adaptada à adolescência.
Em minha prática, trabalho principalmente a partir da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).
A abordagem permite compreender como pensamentos, emoções e comportamentos se relacionam e como determinados padrões podem contribuir para dificuldades no cotidiano.
Com adolescentes, adapto a forma de trabalho à idade, maturidade, interesses e necessidades de cada pessoa.
O processo pode envolver identificação de emoções, desenvolvimento de habilidades, estratégias para lidar com ansiedade, resolução de problemas, comunicação, autoestima, tomada de decisões e outras demandas relevantes.
Psicoterapia para adolescentes não é um instrumento de controle.
O objetivo não é fazer o adolescente obedecer, concordar com os adultos ou revelar tudo aquilo que pensa e sente.
Um interrogatório
O adolescente não precisa chegar à terapia disposto a contar tudo. Confiança é construída ao longo do processo.
Um lugar para escolher lados
Meu papel não é decidir quem está certo em um conflito familiar, mas compreender o que está acontecendo e favorecer formas mais funcionais de lidar com a situação.
Uma tentativa de “consertar” o adolescente
O objetivo é compreender dificuldades, desenvolver recursos e ampliar autonomia, não transformar personalidade ou individualidade.

Um espaço em que o adolescente possa ser ouvido sem ser reduzido ao problema que trouxe até aqui.
Sou Larissa Krukoscki, Psicóloga Clínica, CRP 06/127.063, e trabalho principalmente a partir da Terapia Cognitivo-Comportamental.
No atendimento de adolescentes, procuro construir uma relação em que exista espaço para confiança, autonomia e compreensão, sem perder de vista o contexto familiar e as necessidades de cuidado.
Cada processo é conduzido de forma individualizada, considerando idade, desenvolvimento, história, relações e objetivos terapêuticos.
Dúvidas sobre psicoterapia para adolescentes?
Reuni algumas das perguntas mais comuns de responsáveis e adolescentes antes do início do acompanhamento.
Como funciona a psicoterapia para adolescentes?
O processo começa pela compreensão do motivo da procura, do contexto e das necessidades do adolescente. A partir disso, construímos objetivos terapêuticos e seguimos o acompanhamento de forma individualizada.
O atendimento é online?
Sim. Realizo psicoterapia para adolescentes online, por videochamada. É importante que exista um ambiente com privacidade, conexão adequada e poucas interrupções.
Os responsáveis participam do processo?
Quando necessário, realizo encontros com os responsáveis para compreender o contexto, oferecer orientações e acompanhar aspectos relevantes do processo terapêutico.
Tudo o que o adolescente fala é contado aos responsáveis?
Não. O atendimento psicológico é orientado pelo sigilo profissional. A participação dos responsáveis é conduzida preservando o espaço terapêutico e considerando as necessidades de proteção e cuidado do adolescente.
O adolescente precisa querer fazer terapia?
A disposição para participar pode variar, especialmente no início. Procuro compreender como o próprio adolescente percebe a situação e construir gradualmente um vínculo que permita a participação no processo.
É necessário ter um diagnóstico?
Não. A psicoterapia também pode ser procurada diante de ansiedade, dificuldades escolares, conflitos familiares, autoestima, relacionamentos, mudanças, inseguranças ou outros momentos de sofrimento.
Meu filho mudou muito. Isso significa que precisa de terapia?
Nem toda mudança indica uma dificuldade psicológica. A adolescência envolve transformações importantes. O que precisa ser observado é a intensidade, duração e o impacto dessas mudanças no funcionamento cotidiano e no bem-estar do adolescente.
Quanto tempo dura a psicoterapia?
Não existe um número fixo de sessões. A duração depende das necessidades, objetivos, evolução e características de cada processo.
Como iniciar o atendimento?
O primeiro contato pode ser feito pelo WhatsApp. É possível explicar brevemente o motivo da procura, e eu passo as informações sobre disponibilidade, funcionamento e próximos passos.
Nem sempre o adolescente consegue pedir ajuda diretamente. Perceber que algo mudou já pode ser um começo.
Se você é responsável e percebe mudanças no comportamento, humor, relações, escola ou rotina, podemos conversar para compreender melhor a situação e avaliar a possibilidade de acompanhamento psicológico online.
