Um espaço para a criança compreender o que sente, no seu tempo e na sua maneira de se expressar.
Nem sempre a criança consegue explicar em palavras quando alguma coisa não está bem. Muitas vezes, são as mudanças no comportamento, nos medos, no sono, nas relações ou na rotina que começam a contar essa história.
No atendimento infantil, ofereço um espaço protegido para compreender emoções, comportamentos e dificuldades que possam estar causando sofrimento, respeitando o desenvolvimento, a individualidade e a forma particular de cada criança se comunicar.
O comportamento também pode ser uma forma de comunicação.
Crianças estão aprendendo a reconhecer, organizar e comunicar aquilo que sentem. Por isso, nem sempre conseguem chegar aos adultos e dizer claramente: “estou ansioso”, “estou inseguro” ou “não estou conseguindo lidar com isso”.
O sofrimento pode aparecer de outras maneiras: irritabilidade, choro frequente, medos intensos, mudanças no sono, dificuldade de separação, alterações no comportamento, conflitos, retraimento ou queda importante no funcionamento cotidiano.
Isso não significa que toda mudança de comportamento represente um problema psicológico. O desenvolvimento infantil envolve fases, adaptações e transformações. Por isso, procuro compreender o que está acontecendo no contexto daquela criança, sem transformar automaticamente cada dificuldade em diagnóstico.
Alguns sinais podem indicar que vale olhar mais de perto.
Não é necessário esperar que a dificuldade se torne muito intensa. Quando algo persiste, provoca sofrimento ou começa a interferir de forma importante na vida da criança e da família, uma avaliação psicológica pode ajudar.
Medos e ansiedade
Preocupações intensas, medos que parecem limitar a rotina, insegurança, necessidade constante de confirmação ou dificuldade de separação.
Mudanças de comportamento
Irritabilidade, crises frequentes, agressividade, oposição ou mudanças importantes em relação ao comportamento habitual.
Tristeza ou retraimento
Isolamento, perda de interesse, choro frequente, menor disposição para brincar ou afastamento de pessoas importantes.
Escola e aprendizagem
Mudanças importantes no desempenho, resistência intensa para ir à escola, dificuldades de adaptação ou sofrimento associado ao ambiente escolar.
Relações e socialização
Dificuldade persistente para se relacionar, conflitos recorrentes, sensação de não pertencimento ou dificuldades importantes com outras crianças.
Mudanças na família
Separação dos responsáveis, luto, chegada de irmãos, mudanças de casa, rotina ou outras transições que estejam sendo difíceis.
Sono e rotina
Dificuldades persistentes para dormir, despertares, medos noturnos ou mudanças importantes nos hábitos cotidianos.
Autoestima e insegurança
Autocrítica, sensação frequente de incapacidade, medo exagerado de errar ou dificuldade em reconhecer as próprias qualidades.
Quando algo preocupa os responsáveis
Nem sempre existe um único sintoma claro. A percepção de que “meu filho não está como antes” já pode ser motivo para uma primeira conversa.
Na avaliação, considero idade, fase do desenvolvimento, intensidade, duração, contexto familiar, escolar, social e o impacto real das dificuldades na vida da criança.
O processo começa antes da primeira sessão com a criança.
No atendimento infantil, busco compreender não apenas um comportamento isolado, mas a criança dentro de sua história, rotina, vínculos e contexto de desenvolvimento.
Primeiro contato com os responsáveis
O primeiro passo é conversar com os responsáveis para compreender a principal preocupação, a história da criança e o que motivou a procura pelo atendimento psicológico.
Compreensão inicial da demanda
Procuro conhecer aspectos do desenvolvimento, rotina, contexto familiar, escola, relações e acontecimentos importantes para compreender melhor a situação.
Encontros presenciais com a criança
Adapto a forma de trabalho à idade e ao desenvolvimento, podendo utilizar conversa, brincadeiras, desenhos, histórias e outros recursos clínicos adequados.
Acompanhamento dos responsáveis
Ao longo do processo, posso convidar os responsáveis para encontros de orientação e acompanhamento sempre que isso for necessário ao cuidado da criança.
No atendimento infantil, trabalho exclusivamente de forma presencial.
Escolhi conduzir o atendimento psicológico infantil exclusivamente de forma presencial.
Essa modalidade faz parte da maneira como organizo meu trabalho clínico com crianças, permitindo utilizar o espaço, a interação e diferentes recursos terapêuticos de acordo com as necessidades de cada caso.
O encontro presencial também me permite observar formas de expressão que nem sempre aparecem somente por meio da fala, respeitando a fase do desenvolvimento e a maneira particular de cada criança construir vínculo no processo terapêutico.
A criança não precisa saber explicar tudo o que sente.
Psicoterapia infantil não é simplesmente uma versão menor da terapia de adultos. A forma de comunicação precisa acompanhar a idade, o desenvolvimento e os recursos emocionais da criança.
Dependendo do momento e das necessidades, posso utilizar diferentes recursos para criar um espaço em que a criança consiga expressar experiências, compreender emoções e desenvolver novas maneiras de lidar com dificuldades.
Brincar
O brincar pode oferecer uma forma natural de expressão, interação e elaboração de experiências.
Desenhos e recursos visuais
Quando adequados, podem facilitar a comunicação de pensamentos, situações e emoções.
Histórias e exemplos
Situações concretas e narrativas podem ajudar a tornar conceitos emocionais mais compreensíveis.
Conversa
Conforme idade, vínculo e desenvolvimento, a conversa também ocupa seu espaço no processo.
Os responsáveis também fazem parte do cuidado.
A criança está inserida em uma família, em uma rotina e em relações importantes. Por isso, considero a participação dos adultos responsáveis uma parte importante do processo terapêutico infantil.
Autorização para o atendimento
Antes de iniciar o acompanhamento psicoterapêutico, solicito autorização por escrito de ao menos um responsável legal, observando as condições aplicáveis a cada situação familiar.
Informações importantes
As informações trazidas pelos responsáveis me ajudam a compreender desenvolvimento, rotina, comportamento, contexto familiar, histórico e acontecimentos relevantes.
Orientação ao longo do processo
Quando necessário, realizo encontros específicos com os responsáveis para conversar sobre estratégias, mudanças possíveis na rotina e formas de apoiar a criança.
Participação sem invadir o espaço da criança
A participação dos responsáveis é importante, mas isso não significa acesso irrestrito a tudo o que a criança expressa durante as sessões.
A criança também precisa confiar no espaço terapêutico.
Preservo o sigilo profissional durante o acompanhamento psicológico. No trabalho com crianças, compartilho com os responsáveis as informações necessárias para promover medidas em benefício da criança, preservando sua intimidade e o vínculo construído no processo terapêutico.
Psicoterapia infantil não é “consertar” uma criança.
Meu objetivo não é transformar toda característica em problema, exigir obediência ou encaixar a criança em uma expectativa idealizada de comportamento.
Um lugar para julgar os pais
Meu foco é compreender o contexto e construir possibilidades de cuidado, não procurar culpados pelas dificuldades apresentadas.
Uma ferramenta para obrigar a criança a obedecer
Procuro compreender os comportamentos considerando sua função, contexto e desenvolvimento, em vez de tratá-los apenas como algo que precisa desaparecer.
Um diagnóstico automático
Procurar psicoterapia não significa que a criança necessariamente tenha um transtorno. Meu trabalho começa pela compreensão daquilo que está acontecendo.
TCC adaptada ao universo infantil.
Em minha prática clínica, utilizo principalmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), sempre considerando idade, desenvolvimento, compreensão e contexto de cada criança.
Na infância, conceitos que com adultos poderiam ser trabalhados apenas pela conversa podem precisar ser apresentados de forma mais concreta, lúdica e adequada à capacidade de compreensão da criança.
Conforme a necessidade clínica, o trabalho pode envolver identificação de emoções, compreensão de pensamentos, desenvolvimento de habilidades, estratégias de enfrentamento, resolução de problemas e mudanças comportamentais.

Cuidado técnico sem perder de vista a criança que existe por trás da dificuldade.
Sou Larissa Krukoscki, Psicóloga Clínica, CRP 06/127.063, e trabalho principalmente a partir da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).
No atendimento infantil, procuro construir um espaço em que a criança possa ser compreendida para além do sintoma, considerando seu desenvolvimento, suas relações, o contexto familiar e aquilo que consegue expressar em seu próprio ritmo.
Dúvidas sobre psicoterapia infantil?
É natural que os responsáveis tenham perguntas antes de iniciar um processo psicológico para uma criança. Reuni aqui algumas das dúvidas que aparecem com mais frequência.
O atendimento infantil é presencial ou online?
Meu atendimento psicológico infantil é exclusivamente presencial. No primeiro contato, informo aos responsáveis sobre local, disponibilidade e funcionamento do atendimento.
Como saber se meu filho precisa de psicoterapia?
Não existe um único sinal. Mudanças persistentes no comportamento, humor, sono, relações, escola, medos ou funcionamento cotidiano podem justificar uma avaliação. A própria preocupação dos responsáveis também pode ser motivo para uma primeira conversa.
Meu filho precisa ter um diagnóstico para fazer terapia?
Não. Também acompanho situações envolvendo dificuldades emocionais, mudanças familiares, medos, conflitos, insegurança, dificuldades de adaptação ou outros momentos em que a criança possa precisar de apoio.
Os pais participam das sessões?
Defino a participação dos responsáveis conforme a etapa e as necessidades do processo. Posso realizar encontros específicos com os responsáveis para levantamento de informações, acompanhamento e orientação.
Preciso autorizar o atendimento do meu filho?
Sim. Antes de iniciar o acompanhamento psicoterapêutico, solicito autorização escrita de ao menos um responsável legal, observando também a situação legal de guarda quando aplicável.
Tudo o que a criança fala é contado aos pais?
Não. Preservo o sigilo profissional no atendimento psicológico. Comunico aos responsáveis as informações essenciais para que possam ser adotadas medidas em benefício da criança, preservando sua intimidade e o vínculo terapêutico.
Psicoterapia infantil é só conversar?
Não necessariamente. Dependendo da idade, desenvolvimento e objetivo do atendimento, posso utilizar brincadeiras, desenhos, histórias, atividades estruturadas e outros recursos clínicos, além da conversa.
A escola pode participar do processo?
Quando existe necessidade clínica, informações do contexto escolar podem ser relevantes. Avalio qualquer contato ou articulação com escola e outros profissionais de acordo com o caso, preservando o sigilo e os princípios éticos.
Quanto tempo dura a psicoterapia infantil?
Não trabalho com um número fixo de sessões para todas as crianças. A duração depende da demanda, dos objetivos terapêuticos, da evolução e das necessidades identificadas ao longo do processo.
Como agendar uma primeira conversa?
O primeiro contato pode ser feito pelo WhatsApp. Você pode me explicar brevemente o que tem acontecido e eu passo as informações sobre disponibilidade, atendimento presencial e os próximos passos.
Quando uma criança ainda não consegue pedir ajuda em palavras, os responsáveis podem começar essa conversa por ela.
Se você percebe mudanças, dificuldades ou comportamentos que têm preocupado sua família, o primeiro contato não precisa significar uma decisão imediata de iniciar terapia. Podemos conversar para compreender melhor a situação e avaliar se meu atendimento infantil presencial faz sentido para esse momento.
